Sem querer, iniciamos uma série com este post e hoje daremos uma continuação mais aprimorada. Trata-se de apresentar indícios e provas a fim de desvendar virais que não se admitem como tal. Pois bem, observem o vídeo a seguir:
(Via Donda Albuquerque no FB).
Esta é uma cópia que mostra os momentos mais importantes. Caso tenha curiosidade, o vídeo completo é este aqui. E então, será verdade?
Evidências:
a) Uma das leis primárias do viral fake é filmar todos os fatos impactantes e, quando eles acabam, interrompe-se a gravação sem permitir que o espectador saiba o que sucedeu. Vejam aqui que a amiga corre para ajudar e só para de gravar quando registrou o último momento impactante possível, quando o normal seria largar ou baixar a câmera e correr com a gravação rolando sem pegar muito bem a imagem do acidente.
b) Compare os cenário em 00:03 e 1:05. “Ah, mas é do outro lado do prédio”. Compare de novo com atenção às distâncias para a rua asfaltada. Cadê ela no início do vídeo? Se ela existe, a parte da rua que vemos na cena do acidente deve ser logo após uma curva acentuada. Suspeito que a rua do acidente é antecedida, na verdade, por um estacionamento. O que quer que haja antes dificultará um carro de vir naquela velocidade. Em 1:37 do vídeo original, existe uma amostra da velocidade normal de um veículo por ali.
c) As interpretações são bem falsas. O grito “Racheeeelll” parece ter saído de um filme de Wes Craven, e o homem que, supostamente, atropelou a garota tem uma atuação digna de framboesa de ouro. Além disso, por que a “vítima” correu para o MEIO da rua?
d) Após o atropelamento, ela é sugada para baixo do carro, quando o natural seria cair sobre o capô. Que força estranha seria essa puxando-a?
e) A posição da queda não coincide com a posição que ela é encontrada.
f) Pela posição que a moça se encontra, a roda precisaria passar por cima dela. Não há marcas de pneu na blusa e, logo quando ela some da imagem, o carro anda mais alguns centímetros e para. Não teria espaço ou força para passar por cima dela, que está a uma distância bem razoável da roda.
g) Não há marcas no carro, nem arranhões na moça.
h) Princípio da reversibilidade: se a câmera vê a Rachel, a Rachel deveria ver a câmera na mão da amiga tremilicando daquele jeito, até porque o vídeo original mostra que se trata de um celular.
Veredito:
O vídeo é FALSO.
Rachel é uma atriz chamada Cindy Vela, que bem vivinha, credita no Facebook seu trabalho no vídeo da seguinte forma: “Cindy criou controvérsia ao redor do mundo com um vídeo na internet chamado ‘Exhibit B-5’ aka ‘Girl Dies’, que deixou milhões se perguntando sobre sua vida ou real identidade” (tradução minha). Como esta outra análise aponta, há um corte no vídeo que não dá para conferir nesta versão acima pela baixa qualidade, mas no vídeo orginal está bem nítido.

































































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